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Festa Junina

03 de Junho de 2019



Para muitos, a época preferida do ano é a festa junina. Tem comida, jogos, música, muito divertimento e por trás de tudo isso há grandes histórias sobre sua origem. Ela é comemorada durante todo o mês de junho e compreende a celebração de três santos: 12 de junho - Santo Antônio; 24 de junho - São João e 29 de junho - São Pedro.

Há duas especulações acerca desta época: os pesquisadores sugerem que a festa junina é fruto de uma celebração pagã, realizada em tempos até mesmo anteriores a Idade Média na Europa durante o solstício de verão (passagem para o verão). Nestas comemorações, havia fogueiras e danças típicas que tinham como função agradecer aos deuses e celebrar a fertilidade e boa colheita. Durante a Idade Média, tornou-se impossível para a igreja católica abolir a comemoração muito popular, então ela apropriou-se das datas para celebrar a vida dos três santos. A segunda grande especulação é de que a igreja católica trouxe essa comemoração ao Brasil durante o período colonial. Devido a pluralidade cultural presente em cada região do Brasil a data foi criando suas próprias identidades e especificidades.

Um grande elemento típico da festa junina é a quadrilha - que pode ter origem nas danças francesas bem como nas danças pagãs que agradecia aos deuses pela colheita do milho - e tem como função além da dança realizar casamentos, como um teatro, em homenagem ao conhecido casamenteiro Santo Antônio. É importante frisar que a festa junina, embora comemorada no Brasil todo, tem muitas referências regionais. No Norte, por exemplo, a quadrilha conta com a presença do Boi-Bumbá e durante sua realização são contadas diversas histórias do folclore. Em algumas regiões do Nordeste a presença do forró é indispensável e um grande elemento que faz algumas cidades da região disputem o título de “melhor festa junina do mundo”. No Sudeste, há uma grande associação da festa junina as músicas sertanejas. As quadrilhas podem ser dançadas em volta da fogueira bem como uma dança que antecede o casamento da noiva e do noivo, que comumente usam roupas xadrezes e chapéus de palha.

Sempre frisando a especificidade de cada região podemos listar de maneira geral as comidas mais comuns durante os arraiás e quermesses, são essas: milho, pamonha, bolos diversos, arroz doce, pé de moleque, pinhão, pipoca, paçoca, frutas no palito, sopas e caldos e bebidas quentes como quentão e vinho quente (muito porque, nesta época do ano, é inverno no hemisfério sul), entre outros. Há uma infinidade de pratos típicos que valorizam os alimentos mais frutíferos das regiões do Brasil e movimentam a economia. Podemos ainda encontrar diversos jogos e brincadeiras onde os jogadores podem receber prêmios. Algumas delas são são: o pau-de-sebo, jogo de argolas, tiro ao alvo, pescaria, bingo, entre outros. A decoração associada a festa junina conta com bandeirinhas, palha e motivos xadrezes e coloridos. É também comum nesta época haver o correio elegante, que envia bilhetes a pessoas que lhe interessam na festa. Algumas simpatias aos santos também são realizadas para que a graça desejada seja alcançada. Outros elementos presentes: os balões, que são proibidos no Brasil e as biribinhas ou bombinhas.

As quermesses são festas beneficentes, comumente realizada por igrejas ou associações da região a fim de arrecadar fundos para a comunidade, podem ser diferentes dos arraiás, que por definição é uma espécie de barraca ou espaços cobertos ou não com lonas e palhas e bem decorados.

O mês é de festa e durante junho é muito difícil ficar fora das comemorações. Uma das formas mais comuns de estudar fenômenos regionais como as festas juninas ou o carnaval são as etnografias, pesquisas feitas por cientistas sociais ou historiadores a fim de entender como funciona a construção cultural local. É uma rica pesquisa necessária para que os elementos ímpares a cada um se comuniquem, descobrindo suas peculiaridades e semelhanças, e para que as festas sempre viva nos corações dos que a frequentam.


Fonte: https://www.festajunina.com.br/festa-junina/ conheça a origem da festa junina e descubra sua história, YOKI. acesso em 29/05/2019

https://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_junina_no_Brasil Wikipedia. Acesso em 29/05/2019

Gestão de Pessoas

27 de Maio de 2019



Fatores socioculturais estão fazendo com que empresas deixem de lado métodos ultrapassados que reafirmam a hierarquia, criam distanciamento e fazem com que os chefes tratem os funcionários de maneira mecânica, desumanizada e unilateral. Nos dias de hoje, surge a necessidade das empresas se adaptarem e reinventarem a fim de traçar caminhos para entender cada vez mais o quadro de colaboradores, o ambiente e as individualidades fazendo com que isso resulte em grande sucesso na produtividade e métodos satisfatórios e saudáveis a todos.

O profissional de gestão de pessoas tem como função exercer um papel de liderança. Seu objetivo é o de compreender, monitorar, motivar, gerenciar e oferecer possibilidades. É interessante que tenha um olhar clínico para entender o que há de melhor em cada ser que faz parte da equipe desenvolvendo as potencialidades e talentos de cada indivíduo. Ele também cria projetos que podem integrar pessoas com capacidades complementares para trabalhos em grupo, e ainda desenvolver técnicas de relacionamento interpessoal, melhorando a comunicação entre a equipe.

O gestor tem uma responsabilidade enorme nas mãos e pode fazer isso utilizando-se de alguns artifícios como práticas pedagógicas e gerenciais para o êxito de seu planejamento. É possível dizer, sucintamente, que seu papel é o de humanização de cada indivíduo a fim de reconhecer seus pontos positivos, resultando no aumento de produtividade e tornando o ambiente da empresa saudável para todos. Além disso, é interessante estreitar as relações com os colaboradores, individualizando cada ser ali presente, explorando seu melhor lado naturalmente fazendo com que venha à tona o sentimento de coletividade.

Na busca pelo autoconhecimento, o gestor não vai somente melhorar a vida da equipe, mas também a sua própria, abrindo caminhos e criando possibilidades de melhorar a convivência em qualquer ambiente que atue. Este não é um caminho somente prático, é preciso uma organização mental prévia, empenho, análise e grande participação de todos. É possível citar também que o gestor de pessoas trabalha mutuamente com o RH das empresas, um trabalho complementa o outro.

Com empresas se modernizando, é imprescindível que haja olhares para esse profissional, este é o tipo de investimento humano que só traz benefícios para a empresa. É uma demanda crescente, por isso, é importante que exista especializações nesta área que busca melhorar a qualidade de vida da empresa como um todo.




Referências:

PORTAL ADMINISTRAÇÃO. Gestão de pessoas: do conceito à administração. 2017. Portal Administração. Disponível em: http://www.portal-administracao.com/2017/11/gestao-de-pessoas-conceito.html. Acesso em: 10 de maio de 2019.

CORTELLA, M. S. Mario Sergio Cortella - Gestão de Pessoas | Liderança e Coaching. 2016. (03m49s). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=923F4HxB6u4. Acesso em: 10 de maio de 2019

Psicopedagogia Institucional e Clínica

20 de Maio de 2019



A psicopedagogia tem um grande papel na vida de todas as pessoas pois, em um mundo com taxas cada vez mais altas de suicídio, transtornos e sofrimentos mentais além das diversas distrações, profissionais como esse podem ser importantes no que tange o ser humano e seu processo de aprendizagem.

Mas, o que é um psicopedagogo e o que ele faz? Primeiro, é importante entender as duas vertentes: a clínica e a institucional. Embora o curso de especialização ofereça a habilitação nas duas áreas, as funções são diferentes e modo de atuar também.

Na psicopedagogia clínica os profissionais trabalham em espaços especializadas e o atendimento é individual. O papel do profissional aqui é atuar na investigação do que pode estar ocasionando a dificuldade, traçando um plano de ação, sendo também possível o encaminhamento do paciente para outros profissionais (psicólogos, pediatras, terapeutas ocupacionais, entre outros). Aqui o profissional consegue ouvir e entender seus pacientes, o conhecendo e traçando planos para que os indivíduos superem suas dificuldades de aprendizado que podem ser de várias naturezas: sociais, culturais, motoras, psicológicas, etc.

Na psicopedagogia institucional o profissional pode atuar em diversas instituições, sendo um dos maiores exemplos o ambiente escolar. Aqui, ele não atua junto a um determinado aluno mas sim junto aos profissionais inseridos na instituição. Essa divisão é importante porque aqui quem recebe as orientações e as demandas são os profissionais que trabalham nessas instituições. No exemplo da escola, sua atuação vai ter um caráter informativo, levando orientações a comunidade escolar e estudando os fatores que dificultam o processo de aprendizagem neste determinado lugar, podendo o psicopedagogo interceder junto a comunidade para criar soluções.

Embora ocorra essas distinções, os papéis se complementam. Se os indivíduos poderem lidar de maneira melhor e mais saudável com sua vida escolar, com certeza isso reverbera positivamente em todos os outros pontos e idade de sua vida. Esses especialistas têm como função desenvolver habilidades relacionadas a dificuldades de aprendizagem, identificar problemas, fomentar a implementação de políticas públicas ou privadas, criar planos e metodologias de trabalho, orientar, intervir e prevenir algumas situações. Sua atuação pode ser com alunos, pessoas com deficiências, pacientes em hospitais, entre outros.

A regulamentação da profissão de psicopedagogia foi aprovada em 2014 pelo Senado Federal. Segundo o relator da proposta, essa regulamentação auxilia não somente no fator ético da profissão como também reconhece sua importância para que os profissionais possam atuar da melhor maneira possível. Com a valorização dos indivíduos, é importante que haja profissionais capacitados para acolher e auxiliar as dificuldade dos indivíduos de maneira profissional e responsável.


Referências:

EAD LAUREATE. PSICOPEDAGOGIA: O QUE É E ONDE TRABALHAR?, 2018. EAD Laureate. Disponível em: https://www.eadlaureate.com.br/ondefor/psicopedagogia-o-que-e-e-onde-trabalhar. Acesso em: 29 de abril de 2019.

AGÊNCIA SENADO. Senadores aprovam regulamentação da profissão de psicopedagogo., 2014. Senado Notícias. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2014/02/05/senadores-aprovam-regulamentacao-da-profissao-de-psicopedagogo. Acesso em: 29 de abril de 2019.

Tecnologias Assistivas

13 de Maio de 2019



Nos dias de hoje, é possível contar com diversos recursos que visam integrar cada vez mais crianças, adolescentes e adultos com deficiência, fazendo uma vida de possibilidades a quem em algum momento se deparou com impedimentos e barreiras. Recentemente surge a Tecnologia Assistiva (TA) que visa utilizar meios a fim de ampliar habilidades, permitir a participação, melhorar a qualidade de vida e a inclusão de pessoas com deficiência (PcD). É ainda um conceito relativamente recente que está se desenvolvendo e aprimorando. É possível encontrar mais informações no site com autoria de Rita Bersch e Mara Lúcia Sartoretto, disponível nas referências.

Em 2007, um grupo de especialistas chamado de Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) pensou a questão da TA no Brasil. Neste sentido, concluiu-se a importância de fomentar e definir sua importância. Segundo o comitê, define-se como TA: " uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" (ATA VII - Comitê de Ajudas Técnicas - CAT).

Seus recursos e serviços visam aumentar a melhorar a capacidade funcional de pessoas com deficiência. Um exemplo de recurso são os computadores que ampliam o texto para pessoas com baixa visão. Os recursos podem contar com novos equipamentos, softwares, objetos, entre outros e são comumente utilizados em conjunto com os serviços em que profissionais podem fazer o acompanhamento de novos equipamentos, por exemplo, para que o produto seja desenvolvido e aprimorado da melhor maneira possível. São diversas a categorias de profissionais que podem atuar em conjunto com os desenvolvimento e execução dos recursos de TA, sendo eles: design, medicina, fisioterapia, arquitetura, engenharia, psicologia, arte, educação, tecnologia, entre outros.

Há ainda um sistema que busca categorizar, ordenar, classificar e catalogar categorias da TA com base em um amplo estudo, sendo essas categorias: auxílios para a vida diária; comunicação aumentativa (suplementar) e alternativa; recursos de acessibilidade ao computador; sistemas de controle de ambiente; projetos arquitetônicos de acessibilidade; Órteses e próteses; adequação postural; auxílios de mobilidade; auxílios para cegos ou com visão sub-normal; auxílios para surdos ou com déficit auditivo; adaptações de veículos. É importante entender que essas categorias visam especificar cada tipo de deficiência a fim de atender as demandas de cada ser. Cada objeto tem uma função e um porquê, desenvolvida especialmente para cada tipo de especificidade das pessoas com deficiência.

O decreto Nº 6.571/08 tornou o Atendimento Educacional Especializado (AEE) uma obrigatoriedade no ensino regular, ou seja, todas as crianças e adolescentes com deficiência podem contar com recursos como a tecnologia assistiva para melhor desenvolvimento e inclusão. Entretanto, é fundamental que mais pessoas busquem desenvolver e aperfeiçoar-se para que as tecnologias assistivas sejam amplamente utilizadas por quem mais precisa, garantindo inclusão e qualidade de vida a todos.


Referências:

BERSCH, Rita. Introdução às tecnologias assistivas - Tecnologia e Educação, 2017. Porto Alegre, RS ASSISTIVA. O que é Tecnologia Assistiva?, c2019. Tecnologia Assistiva. Disponível em: http://www.assistiva.com.br/tassistiva.html. Acesso em: 28 de abril de 2019.

Educação Infantil

06 de Maio de 2019



A educação infantil é a primeira etapa da criança na escola que compreende a idade de 0 à 5 anos. Neste período, ela está conhecendo o mundo de forma sensível, lúdica e curiosa. No Brasil, graças às políticas públicas escolares, muitas crianças têm acesso creches e pré escolas pois o direito a educação é assegurado de forma constitucional, sendo função do Estado garantir que as crianças tenham a acesso a ela de forma digna.

Logo após a reforma da Constituição de 98, o surgimento do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) a educação infantil tornou-se obrigatória, deixando seu caráter assistencialista para se tornar uma forma concreta de cuidados pedagógicos, estudando a fundo as crianças nesta faixa etária. Percebeu-se que neste momento ela desenvolve inúmeras noções básicas como funções motoras, intelectuais e emocionais além de ter os primeiros contatos sociais, tornando-se uma oportunidade além de interagir com outras crianças e com o mundo ao redor além do espaço domiciliar.

Pautando o RCNEI (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil) e segundo dados do MEC, é imprescindível o incentivo a práticas pedagógicas que reconheça as individualidades, ritmos e potencialidades de cada criança, garantindo a ela uma educação sem distinção de etnia, gênero, credo, idade, nacionalidade, deficiência ou classe social.

Ademais, é crucial assegurar ambientes institucionais seguros, mantendo e estimulando a comunicação não violenta para que as orientações compreendidas pelo RCNEI como o contato com a música, dança, artes, alfabetização, números, etc. seja uma experiência lúdica e saudável dentro dos eixos pedagógicos. Ainda, segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil, é significativo especificar as faixas etárias que compreendem o ensino infantil pois assim torna-se possível valorizar a experiência e exercitar o sensível, ampliando e desenvolvendo os laços com as pessoas e os objetos a serem apresentados a elas.

É importante potencializar e estreitar a relação entre os educadores, as instituições e os responsáveis pois é neste momento em que o projeto pedagógico será colocado em andamento. Para além disso, é imprescindível o papel de profissionais que potencializam as experiências das crianças nas instituições de forma positiva, e mais ainda que enriqueçam seu currículo a fim de especializar-se em práticas pedagógicas em um local de grande prioridade, essencial a vida de todos os indivíduos: a escola.

Políticas Públicas e Educação

29 de Abril de 2019



As políticas públicas para educação são de suma importância pois tem a função de fomentar a educação no país a fim de equiparar a situação de ensino entre os indivíduos. Foi através delas que o Brasil diminuiu seu nível de analfabetismo e sua posição no ranking da educação mundial, mas ainda há muito trabalho pela frente e se faz muito importante trabalhar para que as políticas públicas atendam as necessidades das pessoas no Brasil, uma vez que a função da escola e dos órgãos em âmbito federal, estadual e municipal é garantir o direito à constitucional e universal a educação.

Mas, o que são políticas públicas? São um conjunto de ações que envolvem a comunidade, ou seja, de forma coletiva. Tem envolvimento não somente do Estado mas também da comunidade, de entidades públicas ou privadas e visa assegurar esses direitos aos cidadãos. É um planejamento que pauta ideias essenciais em relação a direitos básicos como a saúde, meio ambiente, educação, etc. Um exemplo são as políticas educacionais que cresceram consideravelmente por volta da década de 90 e os principais objetivos eram diminuir o nível de analfabetismo e iniciar um projeto a fim de igualar-se a situação de países melhores colocados no ranking da educação.

Contando com legislações como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN (Lei nº 9.394/96) e o Plano Nacional de Educação - PNE (Lei nº 9.394/96) por exemplo, tornou-se possível planejar de maneira mais efetiva as leis no âmbito educacional que agora tem como base metas e estudos específicos sobre a importância da escola na vida dos cidadãos. Também foi possível diminuir as instâncias no que diz respeito ao desenvolvimento das atividades escolares, já que os estados e municípios podem usar como o base o PNE e criar seus próprios planos educacionais à partir de sua situação social e econômica de cada local.

Um dos avanços mais consideráveis foi a obrigatoriedade da matrícula em instituições de ensino a partir dos 4 anos de idade e as escolas de tempo integral, garantindo um tempo maior de letramento e alfabetização. Como exemplo, outros programas fruto das políticas públicas relacionadas à educação: EJA (Educação para Jovens e Adultos); PROUNI (como uma espécie de bolsa para que alunos possam ingressar em faculdades particulares); PRONATEC (cursos profissionalizantes na área de tecnologia); PROLIND (Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Interculturais Indígenas) e Programa Brasil Alfabetizado (programa que tem como objetivo a alfabetização e o letramento de jovens e adultos de todo o Brasil).

Embora o avanço tenha sido grande até aqui, o Brasil continua distante de seus objetivos traçados desde que as políticas começaram a ser fomentadas. Um país que investe em educação garante sua manutenção e qualidade de vida desde as bases, além de equiparar as situações sócio-econômicas entre os cidadãos. Por isso, é de grande valia que haja profissionais com formações específicas na área a fim de criar novos projetos, colocar em prática projetos já utilizados e demonstrar a importância da educação para as instituições e comunidades.

Atendimento Educacional Especializado com Ênfase em Deficiência Física (AEE-DF)

15 de Abril de 2019



A educação escolar passou por diversas mudanças desde sua origem, mas um novo olhar nasceu a partir da reavaliação que pauta a vida dos alunos com deficiências, buscando que eles sejam incluídos no ensino regular da melhor maneira possível, seja qual for a sua deficiência. Essa lógica dentro da educação considera principalmente os direitos humanos, que tem como uma das bases mais importantes o direito universal à educação.

Entende-se por deficiência física, segundo o Decreto nª 3.298 de 1999 “alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física”. Ainda, o Decreto compreende os diferentes locais e modos acometidos pelos tipos de deficiência tais como paraplegia, amputações e/ou paralisia cerebral.

Assim como no caso da deficiência visual onde é importante conhecer as potencialidades de cada aluno, aqui não é diferente. É fundamental o entendimento sobre a complexidade dos diversos tipos de deficiência física para que se torne claro aos educadores do AEE os limites e autonomia de cada educando para que assim as atividades desenvolvidas explorem sua capacidade e possibilidade com o máximo de conforto e segurança.

A tecnologia assistiva é um recurso de suma importância no AEE e nela são compreendidas diversos tipos de estratégias, metodologias e recursos que trazem de volta a pessoa com deficiência modos de realizar atividades visando ampliar sua independência e qualidade de vida. Este recurso permite a inclusão no ensino regular, possibilitando ao educando brincar, desenhar, se locomover e se comunicar, o que se torna importante não somente na vida escolar mas também fora dela, no que compreende a vida social do educando. Os AEE’s podem também contar com recursos como mobiliário, materiais pedagógicos e recursos multimídia.

É de extrema importância que cada vez mais profissionais procuram direcionar sua formação ao atendimento especializado para que a inclusão seja certificada assim como garante a lei. E assim como nos outros casos, é necessário que os educadores busquem ideias criativas de atender a todos para que os alunos consigam na escola uma forma de viver assim como qualquer outra pessoa, e o mais importante, que cada vez mais o mundo se adapte às particularidades, e não o contrário.

O Processo de Não Aprender

08 de Abril de 2019



O professor, assim como o aluno, encontra-se em grande processo de ensino e aprendizagem, e a educação sofreu uma grande mudança desde os anos anteriores, onde os alunos eram somente os receptores das mensagens, como se fossem quadros em branco. Essas mudanças que acompanham o mundo moderno pretendem mudar um déficit crescente entre os alunos, onde tem se tornado cada vez mais difícil manter os métodos convencionais de aula. Se cada ser é único, é essencial entender os processos que levam cada educando a ter um entendimento diferente em relação a mensagem que recebe em sala de aula.

Diversos fatores podem interferir no processo de aprendizagem e podem passar de externos (familiares, meio social, econômico, culturais) para internos (físicos e mentais). Muitas vezes, a questão que permeia esta interferência pode estar presente não só no aluno, mas também no professor, que pode estar com dificuldades de acessar a linguagem mais entendível por aquele indivíduo.

Os profissionais especializados são encubidos de investigar e acolher da melhor maneira os alunos com dificuldades de aprendizagem, analisando caso a caso. É importante também que a escola coopere neste processo e se adapte às especificidades desses alunos, procurando um plano que seja mais adequado para que o educando seja incluído e se sinta pertencente no ensino regular. Este trabalho pode ser realizado pensando em atividades lúdicas, em novas metodologias no processo de ensino, em outros tipos de linguagem e mudando a comunicação, portanto, torna-se necessário que os educadores estejam de braços abertos para entenderem e diversificarem seus métodos clássicos de ensino visando abranger a todos de uma forma mais plural e inclusiva. Estes esforços resultarão em métodos apropriados para que não sejam os educandos a se adaptarem a metodologias dolorosas, traumáticas e desestimulantes e sim a escola se adapte cada vez mais a cada ser único que é sensível a linguagens diferentes.

É de grande importância que haja mais profissionais especialistas na área a fim de intercederem junto ao corpo docente, pais e responsáveis para diminuir o crescente número de educandos que sofrem com dificuldades e criando caminhos que sejam confortáveis para eles.

Atendimento Educacional Especializado com Ênfase em Deficiência Visual (AEE-DV)

01 de Abril de 2019



A educação escolar passou por diversas mudanças desde sua origem, mas um novo olhar nasceu a partir da reavaliação que pauta a vida dos alunos com deficiências, buscando que eles sejam incluídos no ensino regular da melhor maneira possível, seja qual for a sua deficiência. Essa lógica dentro da educação considera principalmente os direitos humanos, que tem como uma das bases mais importantes o direito universal à educação.

Se faz importante entender como algumas pessoas veem o mundo. Nos processos cada vez mais lúdicos dentro da educação, muitas vezes a imagem visual é muito presente em sala de aula, e há uma certa urgência no que tange às políticas públicas de inclusão pautar outros tipos de contato com os signos, imagens e demais elementos que compõem o campo visual, mas principalmente o processo de alfabetização. Para que isso se consolide, foi criado o Atendimento Educacional Especializado (ou AEE) que, segundo a SEESP/MEC, conta com metodologias desenvolvidas a partir de recursos e materiais pedagógicos, considerando a especificidade de cada aluno para que não haja obstáculos na plena inclusão de cada um. Estes esforços são principalmente pretendendo ajudar o educador a explorar e contribuir no acesso às potencialidades de cada aluno.

É necessário entender tipo de deficiência visual acomete cada educando, bem como suas possibilidades e particularidades. Entender essas particularidades é essencial na hora de desenvolver atividades, visando explorar o potencial de cada aluno e trazendo a ele vários tipos de possibilidades. Existe, por exemplo, a baixa visão, a cegueira congênita e a cegueira adventícia. Um aluno com baixa visão ou cegueira, por exemplo, pode ter certa autonomia tal qual a um outro aluno com baixa visão ou cegueira que ainda está a desenvolver esta autonomia. Por isso, explorar este processo pode tornar-se não só uma grande satisfação aos educandos, que serão devidamente inseridos e se sentirão pertencentes como também aos educadores, que podem entender melhor como lidar com alunos cegos e assim expandir seus métodos no processo de ensino pedagógico.

Um aluno com deficiência visual que tem acesso ao AEE, este presente no ensino regular, tem disponível diversos recursos, sejam eles multimídias (som, voz, iluminação, softwares, etc), recursos ópticos e não ópticos, mobiliário e principalmente o sistema Braille. Em relação às práticas lúdicas, muitas delas são desenvolvidas visando priorizar o tato como uma forma de conhecer o entorno e suas formas. Esta é, muitas vezes, a melhor forma de ver o mundo e também deve ser levada em consideração pois é neste momento em que todos podem aprender a sair da zona de conforto dos recursos visuais e explorar os outros sentidos para entender melhor o mundo.

O decreto Nº 6.571/08 tornou o AEE uma obrigatoriedade no ensino regular. Graças às portarias, decretos e legislações, esta inserção é uma realidade para muitos educandos. Entretanto, ainda há muito a se fazer, e é fundamental que mais educadores busquem se especializar nas áreas voltadas à inclusão para que novas metodologias pedagógicas sejam desenvolvidas somando forças na busca pela educação de qualidade para todos assim como garante a lei.

Educação Física Escolar

25 de Março de 2019



O termo educação física significa um processo pedagógico que visa a formação do homem capaz de se conduzir plenamente pelas suas atividades, é um controle do corpo, do físico. Educar é uma ação que está inteiramente ligada a disciplina corporal. Muitas vezes vista como uma disciplina complementar, não tão importante, a educação física é uma disciplina obrigatória no currículo escolar e de início, era apenas tida como um momento para a prática de ginastica, com a finalidade de deixar o corpo saudável.

A disciplina dentro do ambiente escolar funciona como instrumento para o desenvolvimento do cidadão, assim como o desenvolvimento das capacidades e habilidades motoras trabalhadas dentro da dança, do jogo, da luta, do lúdico e nas diversas metodologias de ensino. E também serve como um espaço educativo totalmente direcionado para promover as relações interpessoais entre os alunos, trabalhando seu espirito de competição, sua coletividade, a autoestima e a autoconfiança, valorizando aquilo que cada aluno é capaz de fazer de acordo com suas habilidades e limitações pessoais.

A educação física ajuda a contribuir para o desenvolvimento da aprendizagem do aluno, como também, para minimizar e até mesmo prevenir dificuldades de aprendizagem, além de resgatar a autonomia dos alunos, principalmente das crianças portadoras de necessidades especiais que por muitas vezes sofrem por não poderem participar das aulas de educação física, e quanto a estas crianças, os benefícios são inúmeros, pois qualquer ganho físico para elas terá grande influência para a aprendizagem e para o seu cotidiano, uma criança autista por exemplo, no seu dia a dia geralmente tem um comportamento de isolamento social, as vezes até dentro de casa mesmo, e quando está nas aulas praticadas é muito fácil ver esta criança se permitindo tocar nas outras crianças e sendo tocada por elas, além de aceitar melhor as mudanças das aulas e inovações que o professor propõe.

A falta de profissionais capacitados na questão de criatividade e interatividade, reflete fortemente nas aulas de educação física desmotivando os alunos, o professor de educação física muitas vezes contribui para o desinteresse dos seus alunos, pois os seus métodos utilizados para o desenrolar das aulas, muitas vezes não tão interessantes e por muitas vezes repetitivos, excluindo alguns alunos que tem pouca habilidade nessa questão. Por isso tem uma vantagem educacional o profissional que adequa o conteúdo de suas aulas, ao grupo social com quem está trabalhando, isso dá uma liberdade de avaliação do grupo e do indivíduo por parte do professor, que pode ser bastante benéfica ao processo geral educacional do aluno.

PSICOMOTRICIDADE

18 de Março de 2019



A psicomotricidade é o estudo que se dá através do corpo em movimento onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas, e é sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o afeto.

O uso desse estudo no meio educacional é de extrema importância, pois ele serve para fazer com que a criança tenha noção do seu corpo, do espaço e de como o ato de se mover pode ser determinante na educação infantil.A criança, quando está no processo de aprendizagem, precisa interagir com seus colegas e para isso, ela necessita estabelecer comunicação, que não se dá apenas pela forma oral, mas pelos gestos também que está ligado ao aspecto mental.

Na Educação, muitas vezes a falta de um acompanhamento de psicomotricidade acarreta consequências ao desenvolvimento da criança, um dos casos que podem ser notados é a lateralidade pouco trabalhada no aluno, que é quando ele apresenta certa dificuldade para acompanhar a direção gráfica de leitura e escrita, muitas vezes confundindo a direção das letras P e B, por exemplo.

O profissional que estuda a psicomotricidade, tem um diferencial em seu papel no trabalho, pois a ação pedagógica que ele usa, tem como objetivo principal o desenvolvimento motor e mental da criança, com a finalidade de levá-la a dominar o próprio corpo e a adquirir movimentos espontâneos, também assegura o desenvolvimento funcional, levando em conta as possibilidades da criança, e ajuda sua afetividade a expandir-se e a equilibrar-se através do intercambio com o outro indivíduo.

É indispensável que a escola trabalhe esse lado com os alunos, é a partir disso que as crianças podem elaborar melhor seus movimentos e tudo que se refere ao que está em volta, inclusive.

O curso vai propor ao profissional as ferramentas para atuar em diferentes etapas do desenvolvimento humano nos aspectos físico, psíquico, intelectual e social, auxiliando o indivíduo na construção psicomotora.

ETNOGRAFIA

11 de Março de 2019



Etnografia se trata de um método de estudo, utilizado pela antropologia para descrever os costumes e tradições de um grupo, e isso ajuda a conhecer a identidade de uma comunidade humana, que se desenvolve em um contexto sociocultural particular, sendo uma ótima forma de investigação para tentar resolver o comportamento de determinado grupo. O estudo desse tema é de extrema importância, pois colabora com o processo de adaptação e uma inovação para o público alvo, porque passa a ser analisado a visão do outro, e no campo da educação, é um trabalho investigativo, que contribui para o profissional perceber certas reflexões em práticas que precisam ser feitas na sala de aula; isso quando aplicado corretamente, pode evitar o famoso “fracasso escolar” que se dá quando nem todo os alunos alcançam o aprendizado necessário.

As escolas muitas vezes querem unificar os comportamentos, como se todos os alunos tivessem a obrigação de sempre se desenvolverem igualmente, mas isso não ocorre, já que cada aluno é membro de cultura diferente, e com o estudo da etnografia o profissional será capacitado a trabalhar com o conhecimento individual, sempre respeitando a identidade de cada indivíduo. Obviamente, é necessário que em sala de aula, seja sempre considerado que existe diferenças entre as crianças, e por isso o aprendizado e comportamento varia bastante, com isso é visto que cada grupo possui uma história, dentro de sua cultura e é preciso entendê-la como parte de um momento específico; para isso o professor, precisa sempre estar atento para conseguir sair de sua zona de conforto e desenvolver suas aulas para sempre conseguir chamar a atenção dos alunos como um todo, mas ao mesmo tempo pensando no individual, para conseguir mostrar aquilo que precisa ser ensinado.

Com esse estudo, o profissional irá se tornar um diferencial e se destacar na área de atuação, pois ele irá além daquele ensino habitual, e estará comprometido com a qualidade da educação, sempre analisando os diversos aspectos que existem no meio social, cultural que influencia no comportamento do aluno.

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

25 de Fevereiro de 2019



O termo alfabetização se trata do ensino das características da tecnologia da escrita (letras, números, acentuação e etc), é tratado de forma mais estruturada, é quando mostra para o aluno como as sílabas se juntam formando palavras, como as palavras formam sentenças e assim por diante. O letramento já se refere aos sentidos, e em como os textos se tornam úteis na vida social de quem usa a língua, ou seja, as formas como a língua é usada no dia a dia, na questão social, cultural, histórica.

Para o profissional que vai proporcionar esse ensino a outro indivíduo, é essencial que tenha a mente aberta e valorizem os diversos tipos de aprendizagem, pois para promover a alfabetização e letramento para seu aluno, é preciso harmonizar um pouco de cada. Cada aluno se encontra em um estado diferente, tem um ritmo de aprendizado diferente, e o papel do profissional é identificar esse nível, e levar o aluno para aprender adequadamente. Na escola, o educador deve sempre interagir firmemente com a sociedade, e a alfabetização junto com o letramento, proporciona a orientação para que aprenda a ler e escrever já o levando a conviver com as práticas reais da leitura e escrita, muitas vezes isso se dá quando o profissional deixa de usar os métodos tradicionais e já aplica a concepção de letramento como algo totalmente necessário para os alunos.

Os educadores responsáveis por esse acontecimento, necessitam pesquisas constantes e pensar em estratégias pedagógicas, para colocar em prática os saberes que foram adquiridos, e assim transformar em algo realizador para seu público alvo, o aluno deve ser ensinado sempre pensando nele como um indivíduo participante da sociedade, e isso pode ser mostrado desde a alfabetização. Para esse campo de ensino, o processo de alfabetização e letramento pode ser para crianças, jovens e adultos, por isso a importância do estudo do profissional, para saber usar os diferentes recursos didáticos e paradidáticos. O estudo desse tema vai ajudar o educador a respeito dos diversos meios de ensino, dando suporte para suas escolhas didáticas, contribuir com a formação continuada dos professores, para mostrar a reflexão crítica que precisa ser estudada; um dos propósitos é expandir o olhar através desses processos, para que tenha fundamentos teóricos e metodológicos para uma excelente alfabetização e letramento de crianças, jovens e adultos.

JOGOS E RECREAÇÃO

18 de Fevereiro de 2019



Ao pensar nesse tema talvez a primeira coisa que venha na mente seja algo recreativo, para entretenimento das crianças, brincadeiras de adaptação ou distração. Quando tratamos a respeito de jogos e recreação é sempre bom ter como primeiro pensamento que na infância o brincar vai muito além de algo que só é praticado para o passatempo ou que seja somente um atrativo, é através desse brincar que as crianças são capazes de criar e vencer os próprios limites, construir uma forma de aprendizado e muitas vezes se relacionar com os demais.

Vygotsky defendeu que a brincadeira tem um papel fundamental no desenvolvimento do próprio pensamento da criança, é por meio dela que a criança aprende a operar com o significado das coisas e dá um passo importante em direção ao pensamento conceitual que se baseia nos significados das coisas e não dos objetos, por isso a importância do conhecimento que pode ser desenvolvido através de novos meios de aprendizagens. São esses novos meios que devem sempre fazer parte da rotina das crianças na educação infantil, é nessa fase que o processo de pensar, agir, criar, imaginar está em adaptação, e com certos tipos de atividades isso não ocorre de uma forma tão sistematizada, e sim de um modo mais natural, onde além de atrativo, serve para cooperar no aprendizado.

O profissional da área precisa sempre trabalhar pensando nos diversos meios de desenvolver essa integração, os sistemas funcionais das crianças são diferentes de uma para outra, muitas vezes o processo de aprendizagem é adaptativo e só se desenvolve com o tempo, por isso o estudo desse tema é de extrema importância, não basta apenas apresentar para as crianças aquilo que para eles é divertido, mas demanda tempo e dedicação do profissional da área para a construção e aperfeiçoamento de um planejamento elaborado, com objetivos que vão contribuir positivamente para o seu público alvo.

Os jogos e recreações são atividades que identificam os alunos em diferentes espaços e tempos, contribuem para a construção da vida social e coletiva criando laços para que os alunos tenham uma participação ativa no meio em que vivem.

EDUCAÇÃO PARA JOVENS E ADULTOS (EJA)

11 de Fevereiro de 2019



Nos últimos tempos, a procura pela modalidade de ensino EJA (educação de jovens e adultos) vem aumentando bastante, é destinado aos que não deram continuidade em seus estudos e aos que não tiveram acesso ao ensino fundamental/médio na idade apropriada. Segundo a lei de diretrizes e bases (9394/96) em seu artigo 37º, o sistema de ensino deve assegurar gratuitamente aos jovens e adultos uma educação apropriada considerando condições de vida e trabalho mediante curso e exames.

Diante dessa necessidade presente, a falta de formação específica dos educadores que atuam nessa modalidade de ensino é alta, o que resulta muitas vezes em um ensino inadequado. Esse território da educação muitas vezes é buscado não pela pessoa que procura uma educação continuada ou um adulto que quer aperfeiçoar seus conhecimentos, mas sim por aqueles que tem um baixo nível de instrução escolar (muitas vezes analfabetos), migrantes que chegam as grandes cidades, os adolescentes que são muitas vezes submetidos ao trabalho, vítimas de preconceito, e que mesmo entendendo a importância da educação, estão nessa posição de ensino por se tornar necessário.

Espera-se das pessoas que se formam nessa modalidade de ensino, um desempenho satisfatório que os ajude no mercado de trabalho e até mesmo no ensino superior, por esse motivo os docentes precisam ser bem capacitados para conseguirem atuar na área de ensino.

O curso possibilita a esses profissionais as discussões públicas que são voltadas ao EJA, alfabetização e letramento, leitura e escrita, as propostas metodológicas que atendem a esses jovens e adultos, adaptar os conteúdos curriculares para a realidade que eles estejam, terão a base em práticas pedagógicas para integrar por meio dos conhecimentos e habilidades dos alunos, diversidade cultural, direitos e deveres, matemática e diversos outros ensinos que são necessários para o aprendizado desse público alvo.

AFRICANIDADES

04 de Fevereiro de 2019



Em 9 de janeiro de 2003, a lei nº10.639, tornou obrigatório o ensino de história e cultura africana nas escolas de ensino fundamental e médio. Partindo dessa lei, muitos profissionais sentem uma certa dificuldade em abordar esse tema com uma confiança, devido à falta de uma formação adequada, um conhecimento para tratar o conteúdo em sala de aula e até mesmo a falta de capacitação para o mesmo.

O ensino desse tema é de extrema importância, pois não podemos esquecer que a cultura brasileira é totalmente ligada a cultura africana, e passar esse conhecimento para os alunos é o que o ajuda para a quebra de preconceitos e paradigmas. O contato com obras de outra cultura, promove o diálogo com a literatura brasileira, é na literatura que muitas vezes está em evidência as raízes similares e marcas de identidade, nelas são traçadas a questão da realidade, do autoconhecimento, promove a reflexão do cotidiano, e é esse ensino que faz com que o aluno tenha a capacidade de criticidade.

Através do profissional, o aluno vai conhecer o que vai além das fronteiras geográficas e linguísticas, é a partir do contato que o indivíduo consegue adquirir uma autonomia, uma visão diferente de culturas, isso contribui para a responsabilidade como ser social.

A extensão da formação do profissional voltada para essa área, vai permitir a ele uma atualização e especialização em temáticas relacionadas a cultura africana, afro-brasileira, para desenvolver o assunto em sala de aula com confiança. Esse diferencial de amplo conhecimento do assunto, faz com que profissional se destaque, pois se torna cada vez mais necessários especialistas que dominem o tema, tendo assim um campo de atuação mais abrangente, que vai além da sala de aula.

Esse estudo é o que vai contribuir para a reflexão das questões étnicas, discriminação presente na sociedade, as relações históricas, o preconceito no cotidiano escolar, e assim promover e produzir um bom conhecimento a respeito, para o profissional ter um pleno desenvolvimento e aplicação no mercado de trabalho.